Tem norte-americano, tailandês, russo e agora até árabe dando as cartas no futebol inglês. Apesar do apetite desses empresários em investir milhões de libras nas equipes da Premier League, muitas torcidas estão insatisfeitas com a falta de identidade entre esses senhores e a história de clubes como Liverpool, Chelsea ou Manchester. Para os torcedores, entregar o poder de suas paixòes para estrangeiros interessados apenas em aumentar suas fortunas é, no mínimo, temeroso (como pudemos ver aqui no Brasil com o Corinthians).
Ninguém questiona que o futebol se tornou um negócio e não sobrevive sem grandes investimentos. Então, como separar a emoção da razão? Ou melhor, como equilibrar esses dois sentimentos? Mike Ashley, atual proprietário do Newscastle, não conseguiu encontrar essa resposta. Depois de investir cerca de 250 milhões de libras na equipe, o empresário jogou a toalha e acaba de colocar o time a venda.
Ashley, que costumava assistir aos jogos com o uniforme da equipe e no meio da torcida, agora teme até pela segurança sua e de sua família. Tudo começou com o pedido de demissão do técnico Kevin Keegan, uma lenda na história do clube, que reclamou não ter poder de decisão na compra e venda de jogadores e na ingerência excessiva do diretor Dennis Wise, ex-Chelsea, na equipe. As últimas derrotas pioraram a situação e a torcida escolheu Ashley como o principal alvo da revolta.
“Espero que os torcedores possam conseguir o que desejam e que o próximo proprietário gaste sem se importar para que faça um clube como querem seus torcedores”, afirmou em um comunicado oficial. Porém, para desespero desses fãs mais tradicionais, um milionário chinês, um indiano, um grupo africano, outro árabe e até Bill Gates estariam entre os interessados em pagar milhões de libras pelo Newscastle.
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