O golfista Tiger Woods pode se tornar o primeiro atleta a atingir incriveis US$ 1 bilhão em ganhos apenas com o esporte. De acordo com um estudo da revista Forbes, que vem acompanhando o desempenho financeiro do esportista desde 1996, se tudo continuar como previsto, Woods conseguirá tal feito no ano de 2010. Detalhe: essa data já considera o fato que Tiger Woods ficará parado durante os próximos meses para se recuperar de uma cirurgia que acaba de fazer no joelho.
No último mês, “apenas com uma perna”, como chegou a exagerar um adversário, ele faturou US$ 1,3 milhão ao vencer o US Open. No ano de 2007 foram mais de US$ 115 milhões arrecadados em premiações. Com isso, no total de sua carreira, ele já contabiliza US$ 750 milhões.
Aos 32 anos de idade, Woods já é considerado uma lenda do esporte: são 50 torneios conquistados no circuito profissional, 14 deles de grande porte. Além dos prêmios por vitórias, o rapaz tem contratos milionários com empresas como Buick, Gillette, Gatorade e Nike. Essa última, graças ao seu garoto-propaganda, vendeu US$ 600 milhões em produtos ligados ao golfe apenas no ano passado.
Posts Categorizados ‘nike
O bilionário
O PESADELO DA NIKE
A Nike passa por um inferno astral no Brasil. Tudo começou com a polêmica sobre os valores do contrato com a seleção brasileira – cinco vezes menor do que a França vai receber. Depois foi a vez de Ronaldo, um dos seus principais garotos-propaganda, viver situações constrangedoras e nada favoráveis para a empresa norte-americana de artigos esportivos. Agora Flamengo e Corinthians, os clubes com as duas maiores torcidas do país, ameaçam trocar de fornecedor. O time carioca já notificou a Nike e o contrato de 5 milhões de reais pode ser rompido a qualquer momento (Olympikus e Reebok são as favoritas para assumir o posto). Já o Corinthians também tornou pública a sua insatisfação e flerta com a Adidas, maior rival da Nike. Uma grave crise, num dos principais mercados de futebol do mundo.
463,8 milhões de dólares
Esse foi o valor do lucro líquido da Nike no terceiro trimestre fiscal. Houve um aumento de 32% em relação ao ano anterior devido ao crescimento das vendas, obtido pela desvalorização do dólar nos mercados europeu e asiático.
O legado de Michael Jordan
O astro Michael Jordan abandonou as quadras de basquete em 2003, mas seu contrato com a Nike é vitalício e até hoje os modelos do tênis “Air Jordan” são os mais vendidos no mercado americano – em 2007 só a marca Jordan arrecadou cerca de US$ 800 milhões, apenas US$ 100 milhões a menos do que toda a companhia faturava quando assinou com o atleta, há 23 anos.
Um verdadeiro case de marketing que começou ainda em 1984, quando Jordan deixou o time da Universidade da Carolina do Norte e seguiu para a liga profissional da NBA. Na época, a rival Adidas quase fechou com o atleta, mas um “olheiro” da Nike convenceu os executivos.
“Perguntei quanto tínhamos para investir naquele ano, eles responderem 500 mil dólares. Eu disse: dê tudo para esse menino”, conta Sonny Vaccaro. Um contrato inimaginável até então para alguém que nunca tinha jogado na NBA. Outro diferencial foi justamente a possibilidade de criar um modelo de tênis com a assinatura de Michael Jordan, coisa que a Adidas não havia oferecido. O resto da história todo mundo conhece, resta saber o quanto tempo ela ainda vai durar. Alguém arrisca um palpite?
A voz do povo
A Market Analysis, que faz parte do grupo IRIS (International Research Insitutes), acaba de concluir um estudo sobre marketing esportivo no Brasil, batizado de Sponsor Tracker 2008. A pesquisa foi feita com 805 adultos (18 até 79 anos) das principais cidades brasileiras e os resultados mostram que as empresas públicas do País dominam a mente do consumidor quando o assunto é esporte, principalmente se compararmos com os resultados da pesquisa global (veja tabela).
A coluna teve acesso, em primeira mão, a alguns resultados do estudo, como o que mostra que 85% dos brasileiros reconhecem que a imagem de uma empresa fica positiva quando sabem que ela está engajada em ações de patrocínio esportivo.
Para os entrevistados, modalidades como natação, atletismo e artes marciais estão entre as esquecidas pelas empresas. “São modalidades que carecem de investimentos ou cujo patrocínio tem se mostrado ineficiente para o público. São verdadeiras oportunidades de atuação.” acredita Fabian Echegaray, diretor da Market Analyisis, que ainda completa “muitas empresas que investem pesado no esporte estão errando o alvo ou sua estratégia de comunicação, já que suas ações não se traduzem em retorno de imagem ou visibilidade.”
Ranking de Empresas Patrocinadoras do Esporte:
Recall Espontâneo das Top 5
(Mundo vs. Brasil)
Mundo
1º – Nike 15,4%
2º – Adidas 13,5%
3º – Coca-Cola 11,4%
4º – Heineken 6,8%
5º – Vodafone 5,1%
Brasil
1º – Petrobras 25,01%
2º – Nike 12,04%
3º – Banco do Brasil 12%
4º – Coca-Cola 6,7%
5º – Caixa Econômica Federal 4,5%
US$ 63,3 milhões
Esse é o valor que a Nike vai pagar anualmente para a França a partir de 2011, quando passará a vestir a seleção de futebol daquele país. O valor é o maior do mundo: superou os US$ 44,5 milhões que a Inglaterra recebe da Umbro e é cinco vezes maior àquele pago pela Nike ao Brasil, por exemplo (US$ 12 milhões, equivalente ao que o México e a Arábia Saudita recebem).
Os milhões de Federer
No passado, por muito tempo, o tênis manteve-se intacto aos logotipos dos patrocinadores e fabricantes de material esportivo. Muita coisa mudou quando o ainda jovem e irreverente Andre Agassi fechou um milionário contrato de marketing com a Nike e passou a usar roupas mais ousadas, com cores chamativas, no início da década de 1990. Durante 17 anos Agassi lucrou, e muito: cerca de 100 milhões de dólares.
Preocupadas, as autoridades das associações passaram a vigiar essa invasão. Cada Grand Slam tem a sua regra, como Wimbledon, que até hoje não permite que os tenistas abandonem o branco dos uniformes. A ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) criou um caderno, com regras rígidas e detalhadas sobre tamanhos e espaços que podem ser utilizados por um tenista em quadra.
Os tempos mudaram, o controle aumentou, mas mesmo assim o dinheiro não para de jorrar. Circula a notícia que a Nike acaba de oferecer para o suíço Roger Federer, atual número 1 do mundo, incríveis 130 milhões de dólares por um contrato de dez anos. Um recorde no mundo do tênis, que colocaria atleta entre as estrelas mais bem pagas pela Nike.
US$ 580 milhões
A Nike, de olho no mercado europeu, anunciou a compra da empresa britânica de artigos esportivos Umbro. A estratégia é a mesma da concorrente Adidas, que há algum tempo comprou a Reebok para aumentar seu mercado nos EUA. A guerra continua.
FAÇA VOCÊ MESMO
A Nike inaugurou em Nova York um espaço onde os consumidores poderão criar o design de roupas, tênis e outros equipamentos esportivos. No Nike ID Studio, o cliente monta os modelos exclusivos em telas de touch screen de acordo com seu gosto, personaliza e depois pode enviar por e-mail para amigos. No site www.nikeid.com todos poderão acompanhar as criações que estão sendo feitas no mundo inteiro, junto com o nome, país e hora do autor. Posteriormente, apenas alguns, devidamente selecionados, serão produzidos e comercializados em edições limitadas.
Comentários