Posts Categorizados ‘NBA

23
Jun
08

A volta de um mito

O Boston Celtics é o maior vencedor da NBA, a mundialmente conhecida liga norte-americana de basquete. Essa fama foi conquistada, principalmente nas décadas de 60 e 80, quando a equipe conquistou a maioria dos seus títulos. Mas após o período de ouro dos anos 80, liderado pela lenda Larry Bird, o Celtics entrou numa das piores crises de sua história. Foram mais de 22 anos sem títulos, um jejum que terminou na última semana após uma vitória fantástica sobre o Los Angeles Lakers. Foi o 17º titulo da equipe.

Durante esse período de fila, o time amargou derrotas dentro e fora das quadras, com queda de público e receitas. A fanática torcida deixou de comparecer aos jogos e, para piorar, a equipe ainda enfrentou a concorrência de dois grandes times da região: o Red Sox, no beisebol e o Patriots, no futebol americano, estavam em ótima fase.

No fim de 2002, depois de mais uma péssima temporada, a família Gaston vendeu o time por 360 milhões de dólares para um grupo de investidores liderado por Wycliffe Grousbeck (em 2007, ou seja, antes do título recém-conquistado, o valor já havia subido para US$ 390 milhões, segundo a Forbes). De lá para cá a recuperação foi tímida: o time melhorou, mas continuava fora dos play-offs.

Mesmo assim o público voltou a acreditar e nesse ano a maioria dos jogos teve seus ingressos esgotados. Foi a melhor recuperação da história da NBA, comparando-se com o desempenho da última temporada. Rick Gotham, presidente do Celtic, dá a receita “Você precisa dar aos seus fãs uma boa razão para vir e assistir você. E vencer é sem dúvida o melhor marketing que podemos ter.” Simples assim.

10
Jun
08

300 mil camisas

Em seu primeiro ano nos EUA atuando pelo LA Galaxy, o inglês David Beckham conseguiu superar todos os astros do basquete, futebol americano e beisebol em vendas de camisas. É a primeira vez que um atleta de futebol consegue tal feito na terra do Tio Sam.

06
Abr
08

NBA e a conquista de novos mercados

Durante as próximas colunas você terá um material especial sobre marketing esportivo, com matérias feitas do Canadá. Para começar essa série, temos uma entrevista exclusiva com a Diretora de Marketing da NBA, a famosa liga norte-americana de basquete, Saskia Sorrosa. Ela é responsável pelo mercado hispânico desse que é um dos negócios mais lucrativos do mundo. Sorrosa falou sobre a importância das ações de marketing para a NBA, a conquista de novos mercados, incluindo o Brasil e, no fim, deu dicas para nosso dirigentes boleiros.
Qual a importância do marketing para uma liga esportiva como a NBA?
Como a NBA é uma marca mundial de esporte e entretenimento, com jogos transmitidos em 215 países por 202 emissoras de televisão, iniciativas de marketing são cruciais para a promoção da nossa marca. A liga mantém uma extensa lista de parceiros domésticos e globais, a maioria deles são marcas conhecidas no mundo todo. Como parte do nosso esforço conjunto, nossos parceiros fazem ações com o tema NBA, em seus produtos, serviços, eventos e assim promovem a sua marca. Além disso, os jogadores da NBA, reconhecidamente, são ótimos como garotos propaganda de produtos esportivos.
Como e quando que a NBA conseguiu conquistar novo mercados? Existem estratégias de marketing específicas para cada novo país?
Nosso primeiro objetivo é promover o basquete como esporte no mundo todo. Marketing é apenas uma das etapas nas operações de negócios de expansão da NBA. O que fica claro quando vemos 75 jogadores estrangeiros de 30 países que atuaando na NBA, assim como os 13 escritórios internacionais que temos pelo mundo. Sobre o mercado hispânico, posso dizer que a NBA tem o maior e mais rápido crescimento entre os fãs de esportes profissionais norte-americano. Aproximadamente 65% dos hispânicos são fãs da NBA, o que representa 15% do total da nossa base de fãs. Para atingir esse mercado, a NBA tem uma plataforma ampla de marketing, que incluem iniciativas nas comunidades, na mídia e em eventos.

A China é o próximo alvo da NBA? Até onde a liga ainda pode crescer comercialmente?
A China representa um enorme crescimento para a NBA. Estima-se que 300 milhões de pessoas jogam basquete por lá (o mesmo número de habitantes dos EUA), e a NBA já é o esporte mais popular do país. Como conseqüência, em janeiro de 2008, lançamos um novo empreendimento batizado de NBA China, que agrega todos os interesses de negócios da NBA e está aberto a investimentos externos. Esse novo negócio centraliza as operações locais e traz parceiros estratégicos que permitem expandir as oportunidades de negócios, enquanto a NBA conhece melhor o mercado e o crescente interesse dos fãs e consumidores chineses.

O que pode falar sobre o mercado brasileiro, existe a possibilidade da realização de algum jogo por aqui?
O Brasil é um mercado muito importante para a NBA, particularmente pelo número de jogadores que atualmente disputam a liga – Nenê (Denver Nuggets), Leandro Barbosa (Phoenix Suns), e Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers). Em 2002, após percebermos um crescimento de popularidade da liga no País, a NBA contratou um escritório de marketing em São Paulo, #1 Sport Inc., para promover e desenvolver iniciativas no mercado local. São eventos, transmissões de jogos, venda de produtos e um site nosso específico em língua portuguesa. Além disso, a NBA foi o primeiro esporte norte-americano a oferecer jogos ao vivo pela web, num negócio que fizemos com Globo.com, que nesta temporada vai transmitir cerca de 60 jogos. Nos últimos anos, a NBA tem pensado na possibilidade de fazer um jogo no Brasil, mas não temos nada confirmado ainda.

No Brasil, o esporte mais popular é o futebol, mas que pouco arrecada com marketing e não é rentável como produto de exportação. Quais seriam os primeiros passos que os executivos brasileiros deveriam tomar para transformar o futebol num produto rentável?
Eu acredito que o crescimento da popularidade e dos negócios da NBA tem muito a ver com a imagem da liga, valores que podem ser usados como modelos por outras marcas que querem crescer, como:
Trabalho em equipe: nós trabalhamos duro, num verdadeiro espírito cooperativo e sem prêmios individuais ou para departamentos. Nossa prioridade é sempre promover as melhores experiências, produtos e serviços possíveis;
Inovação: Promovemos o empreendimento com um pensamento inovador. Criamos oportunidades e não apenas reagimos aquilo que aparece pelo nosso caminho. Nós objetivamos sempre estar no topo da competição;
Integridade: Conduzimos tudo de acordo com os padrões mais altos de honestidade, ética e confiança;
Respeito: Valorizamos a individualidade e a diversidade. Respeitamos uns aos outros, nossos fãs e nossos parceiros de negócios.

 

 

11
Mar
08

O legado de Michael Jordan

O astro Michael Jordan abandonou as quadras de basquete em 2003, mas seu contrato com a Nike é vitalício e até hoje os modelos do tênis “Air Jordan” são os mais vendidos no mercado americano – em 2007 só a marca Jordan arrecadou cerca de US$ 800 milhões, apenas US$ 100 milhões a menos do que toda a companhia faturava quando assinou com o atleta, há 23 anos.

Um verdadeiro case de marketing que começou ainda em 1984, quando Jordan deixou o time da Universidade da Carolina do Norte e seguiu para a liga profissional da NBA. Na época, a  rival Adidas quase fechou com o atleta, mas um “olheiro” da Nike convenceu os executivos.

“Perguntei quanto tínhamos para investir naquele ano, eles responderem 500 mil dólares. Eu disse: dê tudo para esse menino”, conta Sonny Vaccaro. Um contrato inimaginável até então para alguém que nunca tinha jogado na NBA. Outro diferencial foi justamente a possibilidade de criar um modelo de tênis com a assinatura de Michael Jordan, coisa que a Adidas não havia oferecido. O resto da história todo mundo conhece, resta saber o quanto tempo ela ainda vai durar. Alguém arrisca um palpite?

30
Jan
08

Política e esporte

O Sports Business Journal fez um interessante levantamento sobre a relação entre política e esporte nos EUA. O tema é a sucessão presidencial, os gastos com lobbies de cada esporte (que vão desde a liberação de apostas na internet até reformas nas leis de imigração) e as doações das ligas esportivas e dos executivos donos dos times para as campanhas dos candidatos a assumir a Sala Oval da Casa Branca.

Calcula-se que o valor total das contribuições individuais advindas dos executivos do esporte gire em torno de 1,5 milhão de dólares até agora. O curioso é que, enquanto a maioria das ligas procura equilibrar as doações entre republicanos e democratas, os donos das equipes que disputam a liga de basquete NBA têm clara preferência pelos democratas, que recebeu 66% da verba. Já os executivos da Nascar, a mais famosa categoria do automobilismo dos EUA, direcionou 82% das suas doações para os republicanos.

Em campanha, os candidatos continuam visitando estádios, ginásios, pistas de corridas, assistindo jogos e torcendo. Para tudo e todos, é claro.

19
Dez
07

R$ 1 bilhão

É quanto vale o New York Nicks, time de basquete da NBA, segundo uma lista publicada pela revista Forbes. O segundo lugar é Los Angeles Lakers, cotado em R$ 990 milhões e o terceiro é o Chicago Bulls, que está avaliado em R$ 884 milhões.

09
Out
07

Girl´s power

Transformar o futebol feminino no segundo esporte do País e valorizar as atletas, esse é o desejo de José Cocco, profissional de marketing e dono da J.Cocco Sport Marketing. Para isso, em parceria com o locutor Luciano do Valle, ele lançou o Programa Futebol Mulher, que pretende ser a principal ferramenta de sedimentação da modalidade no País. “O futebol feminino está hoje no mesmo patamar que o vôlei estava em 1981, quando começamos a trabalhar esse esporte no Brasil”.

Cocco é contra a idéia de um simples torneio com os clubes atuais, como a CBF pretende. “Nosso programa é longo, de pelos menos cinco anos, envolve 72 times, 72 cidades e 16 estados”. A intenção é que cada time tenha o nome de uma cidade, seguindo a fórmula de campeonatos dos EUA, como a NBA. “Se utilizarmos os clubes atuais ou liberarmos os nomes dos times para patrocinadores, nunca teremos uma tradição. E isso será fatal.”

O projeto, que tem previsão para começar em março de 2008, está orçado em R$ 35 milhões e são oferecidas cinco cotas de patrocínio. Até o momento o site oficial do programa (www.futebolmulher.com.br) já recebeu 3 mil e-mails de meninas pedindo informações de como se inscrever.

27
Set
07

30%

das vendas de produtos oficias da NBA, liga profissional de basquete dos EUA, ocorrem fora do país. O objetivo dos executivos é aumentar esse número para 50% em 2010. Atualmente o torneio é transmitido para mais de 180 países.




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Novembro 2009
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