Esse é o valor que a chegada do atleta e astro pop David Beckham pode gerar ao time italiano Milan. Apesar do curto período de tempo do contrato, que não passará de seis meses, a conta, feita pelo especialista inglês Simon Chadwick, considera um significativo aumento nas venda de ingressos, ações promocionais, merchandise e receitas de televisão.
Posts Categorizados ‘Milan
10 milhões de libras
5230
Esse foi o número de carnês de ingressos para os jogos da próxima temporada que o Milan vendeu logo após o anuncio da contratação de Ronaldinho Gaúcho. O clube informou que no dia de sua apresentação, o site teve uma audiência 10 vezes maior do que a média. Além disso, em uma semana, foram comercializadas mais de 1,5 mil camisas do brasileiro na loja virtual.
Carreta do Milan
Mais uma da vitoriosa parceria da Golden Goal, que representa comercialmente o Milan no Brasil, com a Roxos e Doentes. Além de ser a gestora da loja oficial do Milan no Brasil, a Milan Store, agora a empresa criou uma carreta especial para o evento Milan Junior Camp de São Paulo, acampamento temático que reúne diversas crianças (e consumidoras) durante as férias. Todos os participantes, familiares e visitantes poderão comprar produtos oficiais do clube nessa carreta que está no Paradise Resort, em Mogi das Cruzes
32 milhões de euros
Esse foi o déficit da equipe italiana Milan em 2007, segundo balanço financeiro divulgado. Deste valor, 11,1 milhões correspondem à adequação dos créditos de imposto sobre as novas alíquotas fiscais. E o restante (mais de 20 milhões de euros) são as dívidas da gestão desportiva.
à milanesa
O Brasil definitivamente entrou no alvo do departamento de marketing do clube italiano Milan. Depois de lançar por aqui o Milan Junior Camp e o Milan Park em parceria com a Golden Goal, o time agora aproveita o fato de ter oito jogadores brazucas presentes no elenco e prepara o lançamento de uma versão exclusiva do site para o mercado nacional. Diferente de outros países, o Brasil é o único que vai ganhar seções especiais como, por exemplo, uma agência de turismo especializada em organizar roteiros que envolvam jogos e visitas ao clube. O objetivo, claro, é angariar novos torcedores. Ou melhor, clientes.
O BRANCALEONE DOS GRAMADOS
Milhares de jogadores de futebol brasileiros atuam no exterior. Se, dentro dos campos, uma minoria consegue brilhar, mais difícil ainda é destacar-se fora dos gramados. Um dos únicos nesse time é Leonardo Nascimento de Araújo, ou simplesmente Leonardo, hoje diretor-executivo de um dos clubes mais importantes do mundo: o Milan, da Itália. Numa época em que é raro presenciar boas atuações fora das quatro linhas, o ex-atleta critica a estrutura atual do futebol brasileiro, não esconde a preocupação com os preparativos para a Copa de 2014 e propõe um novo projeto para o esporte. Responsável por programas sociais na Itália (Fundação Milan) e no Brasil (Fundação Gol de Letra), o dirigente não esconde o desejo de voltar ao País para colocar as idéias em jogo.
As diferenças entre o futebol brasileiro e o europeu residem apenas no quadro econômico ou são também uma questão de organização e competência?
Leonardo: A questão é estrutural, já que competência não falta no Brasil. Há enorme capacidade de gestão, de adaptação às dificuldades e criação. Mas a estrutura dificulta tudo. Existe um sistema que injeta novos capitais, mas passa pela burocracia interna de cada clube, onde não se consegue encontrar a referência para um novo projeto. Isso dificulta muito. Atualmente o presidente, no segundo dia de mandato, já pensa na reeleição. Vivemos sempre a curto prazo.
Há situações em que os clubes brasileiros não podem concorrer, como na venda de jogadores.
Leonardo: Com certeza é impossível. Só que a gente perde nessa concorrência não só para os grandes clubes europeus. Perdemos também para clubes da Ásia, por exemplo. Primeiro pela falta de perspectiva financeira e profissional dos próprios jogadores. Depois devido à estrutura atual. Aprovar um plano de marketing num clube brasileiro é uma guerra. Mas é bom frisar que, quando falo de outros países, uso-os como exemplo, não como modelo. O futebol no Brasil tem 100 anos, identidade, estilo. Não temos que achar que o modelo de lá é bom e é só fazer igual.
A mudança depende dos clubes e, também, das confederações?
Leonardo: Exatamente. O que aconteceu há 40 anos na Inglaterra. “Somos os grandes clubes e achamos que essa estrutura, para nós, não dá.” E assim criaram a Premier League. Ela se administra, luta pelos direitos dos clubes, divide participações, cria novas receitas. Hoje, no caso do Brasileirão, quem compra? Que produto é esse? Quem o conhece no exterior? No exterior, o Campeonato Brasileiro não é visto em lugar nenhum. Se é um produto que só vende internamente, não tem grande valor, mesmo.
Você gostaria de assumir algum cargo no futebol brasileiro?
Leonardo: Pensar sozinho em um projeto é ilusão. Apenas vejo uma estrutura diferente da que existe hoje. É preciso de posição política forte e de grandes líderes. E esses líderes são os clubes, não tem jeito. Hoje não me vejo em nenhum cargo no Brasil. Nem na direção de um clube, porque vou estar sempre ligado a uma política que a cada dois anos muda. O ideal seria fazer parte de um movimento. Precisa existir realmente uma intenção, até do próprio governo, que tem de participar, criar leis e regras. Hoje estou em outra realidade, há dez anos no Milan, me sinto bem. Agora, o Brasil é o meu objetivo, não tem jeito. Se eu estivesse fazendo aqui o que faço lá, estaria mais feliz.
Qual sua posição sobre o Brasil sediar uma Copa do Mundo? Tivemos o exemplo recente do Pan-Americano, que teve um gasto dez vezes maior do que o planejado.
Leonardo: No caso do Pan, as coisas ficaram muito obscuras, infelizmente. Agora, dizer que o Brasil não tem condições de organizar uma Copa do Mundo é um absurdo. Eu sou a favor, desde que exista um objetivo claro. A Copa do Mundo foi benéfica para todos os países que a organizaram. Hoje, a Alemanha tem os melhores estádios da Europa, com estrutura de acesso, rodovias, aeroportos, tudo o que você imaginar.
Exemplos de má gestão, como o do Corinthians, impedem que a credibilidade volte.
Leonardo: Esse é o caso mais claro. Se é feita uma parceria, a gestão é entregue por tantos anos e a força política da situação não sai do clube, não tem como dar certo. No caso do Corinthians, o parceiro entrou com um projeto de curto prazo, de ganhar ou perder, compra Tevez, vende Tevez. Não havia um projeto de longo prazo, de quem é corintiano e quer fazer com que o clube cresça. Você acha que eles pensaram como seria o Corinthians daqui a 15 anos?
Comentários