Essa é a verba global de publicidade e marketing da Puma que a agência norte-americana Droga5 terá que administrar a partir de 2009. É a primeira vez que uma única agência vai cuidar de todas as campanhas do mundo da famosa marca de material esportivo.
Posts Categorizados ‘marketing
US$ 100 milhões
MADE IN BRAZIL
Que o jogador brasileiro faz sucesso no exterior, não é nenhuma novidade. Que os produtos relacionados ao assunto também. Agora, já tinha ouvido falar em alguém que ensina o futebol brasileiro no exterior? É isso o que Thadeu Gonçalves, um ex-atleta e um dos responsáveis pela formação dos Menudos do Morumbi, na década de 80, faz há alguns anos e com ótimos resultados. Thadeu criou o Bfut – Instituto Brasileiro de Futebol, que tem como missão ensinar o jeito verde e amarelo e formar cidadãos, por isso a preocupação com a parte educacional, social e ambiental, além da esportiva. Abaixo, você confere uma entrevista exclusiva com o mentor desse projeto.
Como surgiu e o que é exatamente o BFut?
THADEU GONÇALVES: Esta história realmente começou nos meus tempos de atleta. Como a maioria, nunca fui educado para entender o porque, quando e como aplicar cada um dos conceitos deste esporte. Depois fui preparador físico, fiz especializacao na USP e depois na Espanha. Em 1981 passei a coordenar o departamento de base do Sao Paulo, onde fiz meu primeiro laboratorio de muitos destes conceitos. Mais tarde os atletas ficariam conhecidos como os Menudos do Morumbi (Muller, Silas e Sidney). Em 1985 saí, por discordar da forma como os jogadores nao recebiam a necessaria assistencia educacional.
E depois?
Voltei ao futebol na Universidade de Boston, onde repeti o que fiz no São Paulo, mas com diversos atletas estrangeiros e novamente os resultados foram positivos. Então fundei a Brusa e passei a viajar e educar entidades, clubes e escolas sobre a filosofia do futebol brasileiro. Em 1994, o Brasil ganha a Copa do Mundo e o interesse aumenta. Eu viajei mais de 16 paises explicando esta filosofia e os conceitos. Depois, a Traffic se interessou, montamos o Bfut, foi criado o Miami FC e tambem o Desportivo no Brasil. Ficamos juntos até 2006.
Quando precebeu que o futebol brasileiro tinhas as caracteristicas de um produto de sucesso internacional?
Países com Inglaterra, Holanda e EUA têm como grande receita de negócios a implementação de sua filosofia educacional . São cursos, DVDs, livros, etc, que geram milhões de dolares todos os anos. Já o Brasil foca suas rendas somente em negociacoes de atletas. Este tem sido o nicho que tento mostrar aos investidores e entidades brasileiras. Sao mais de 18 anos de análises e pesquisas. O objetivo é ter um campus em cada uma das seis confedereções da Fifa.
Congresso: 25º Sports Business
Para os interessados, segue a dica:
“O Congresso Internacional de Esporte e Lazer, a realizar-se em SP, no Palácio das Convenções do Anhembi, terá uma palestra de 5hs no dia 03 de setembro, com técnicos da Secretaria de Esporte, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo, abordando justamente o tema Conceito Clube Escola. É gratuito e todo mundo pode participar.Visitem também o www.sponsorship.com.br, o maior congresso de patrocínio do Brasil, que acontecerá concomitantemente ao Sports Business.
Fonte: Assessoria de Imprensa
A festa e a roupa de gala
Provavelmente nenhuma empresa vai faturar mais com o fenômeno Phelps do que a fabricante de material esportivo Speedo. A marca responsável pelos polêmicos e revolucionários maiôs LZR só tem a comemorar, afinal, além de Phelps, 95% dos atletas que ganharam ouro e bateram dezenas de recordes mundiais usavam seus produtos. Na esteira do sucesso, o site da empresa já recebeu milhares de pedidos de reservas do modelo (que custa 550 dólares cada).
Para patrocinar Phelps, a empresa paga US$ 3,6 milhões anuais e terá que entregar US$ 1 milhão extra como prêmio pelo desempenho histórico – uma ninharia se compararmos com a exposição que a marca teve durante os últimos dias e com o prestígio adquirido. Craig Brommers, executivo responsável pelo marketing da Speedo, já disse que esse será o cheque mais feliz que a empresa vai preencher.
De olho no futuro, Brommers promete uma linha de produtos exclusiva com a marca Phelps em 2009 e conta que “Normalmente, depois de cada Olimpíada temos um aumento de 5% nas escolinhas de natação. Agora esperamos, pelo menos, o triplo disso. O que será ótimo para o nosso negócio.”
Marketing de Ouro
Os números não mentem, diz o ditado. Por sinal, a maioria dos analistas de mercado apenas acredita nas cifras para medir o sucesso e os resultados das ações de marketing das empresas. No caso do marketing esportivo não é diferente. Por isso que o COI (Comitê Olímpico Internacional) faz questão de provar que transformou as Olimpíadas num dos maiores eventos do mundo, que movimenta rios de dinheiro. Além do que é investido na organização, muito desse dinheiro é repassado para as federações e comitês nacionais espalhadas pelo mundo. O departamento de marketing do COI divide as suas ações em quatro grandes pilares: patrocínio, direitos de transmissão, ingressos e licenciamento de produtos.
- PATROCÍNIO
Na tabela abaixo, de maneira resumida, você confere a evolução dos negócios desde que o COI profissionalizou o seu departamento de marketing e criou o programa TOP de Patrocínio, em 1985.
- DIREITOS DE TRANSMISSÃO
Muita coisa mudou desde 1936, quando as Olimpíadas de Berlim foram transmitidas ao vivo apenas para a Alemanha, até os jogos de Beijing, onde 220 países (uma audiência que pode passar dos 35 bilhões de pessoas no total) acompanharão quase quatro mil horas de transmissão. De lá para cá, a televisão ganhou a companhia da internet e dos telefones celulares. Também em 1984 tivemos significativas mudanças nas negociações e receitas.
- INGRESSOS
Apesar de toda a repercussão, festa e fama, os Jogos nunca conseguiram 100% de vendas nos ingressos. Além disso, em 2004 foram registradas queda nas vendas e na receita. Vale lembrar que a responsabilidade e a arrecadação, nesse caso, são do comitê organizador.
- LICENCIAMENTO
Assim como no último caso, aqui a responsabilidade é do comitê organizador. Isso explica a diferença de receitas e empresas licenciadas que Atlanta teve, pois, como sabemos, o mercado norte-americano de marketing esportivo é especialista nesse assunto.
1,5 milhão de libras
Esse foi o valor que o Manchester United recebeu para fazer um jogo da sua pré-temporada contra o Portsmouth em Abuja, na Nigéria. De acordo com estudos do clube, o país reúne o quarto maior número de torcedores no mundo, com cerca de 13,6 milhões de pessoas. O próximo alvo do departamento de marketing é a India.
5230
Esse foi o número de carnês de ingressos para os jogos da próxima temporada que o Milan vendeu logo após o anuncio da contratação de Ronaldinho Gaúcho. O clube informou que no dia de sua apresentação, o site teve uma audiência 10 vezes maior do que a média. Além disso, em uma semana, foram comercializadas mais de 1,5 mil camisas do brasileiro na loja virtual.
Uma grande tacada
A MLB (liga de beisebol norte-americana) realizou em Nova York, na terça-feira 15, o esperado All Star Game de 2008. O jogo-festa reuniu os 64 maiores nomes do esporte na atualidade e do passado, que foram homenageados, mas a estrela da noite foi o estádio que recebeu a partida. Motivo: o tradicional Yankee Stadium está com os dias contados.
A catedral do beisebol, como também ficou conhecido o local, foi construída em 1923, em meros 284 dias e custou (hoje irrisórios) 2,5 milhões de dólares. Durante seus 85 anos de vida, o estádio foi testemunha de lances históricos e marcantes do esporte, além de também ter sido palco de lutas de boxe do lendário Joe Louis, missas papais e grandes concertos de música.
Tudo isso será passado a partir do ano que vem, quando o NY Yankees pretende inaugurar a sua nova e luxuosa arena, que vai aumentar ainda mais o valor da franquia do time, hoje estimada em pelo menos 1,3 bilhão de dólares.
Vale lembrar que, após uma grave crise causada pelas descobertas de casos de dopping, o beisebol começa a recuperar o público e o dinheiro perdido nos EUA. A temporada passada teve audiência total de quase 80 milhões de pessoas e as equipes arrecadaram, em média, 183 milhões de dólares em receitas. A empolgação é tanta que a MLB anunciou a maior campanha publicitária da história, intitulada There’s Only One October (Há Apenas Um Outubro, em português), com investimentos de 65 milhões de dólares. O objetivo é promover as finais da temporada.
Os desafios de Pequim
Não serão só os atletas que terão que lutar muito em Pequim para alcançar seus objetivos. Profissionais de marketing das empresas patrocinadoras e também daquelas que querem aproveitar essa situação para divulgar suas marcas andam tendo muito trabalho. O governo chinês fechou o cerco ao chamado marketing de emboscada (empresas que não são patrocinadoras oficiais, mas que tentam usar o evento para realizar ações) e também ao abuso de peças espalhadas pela cidade (algo similar ao programa “Cidade Limpa”, realizado na cidade de São Paulo).
Só no ano passado foram retirados mais de 30 mil outdoors, entre eles 100 gigantes que estavam na estrada que liga o aeroporto à cidade. Em maio desse ano, todos os contratos de mídia em pôsteres, ônibus e metros foram invalidados. A ação já é considerada a mais forte de todas as edições das Olimpíadas.
Mas, ao mesmo tempo em que tenta coibir a propaganda descontrolada, o governo também dificulta o jogo para os patrocinadores oficiais, que pagaram fortunas para estarem ali. Muitos deles não esperavam por leis tão rigorosas e agora reclamam da falta de tempo que terão para adaptar as campanhas.
O outro lado dessa história é a censura que poderá ocorrer no período dos jogos. As maiores empresas de telefonia fixa e móvel e provedores de internet estão proibidos de aceitar novos clientes no mês de agosto. Segundo o governo, o objetivo é evitar que a infra-estrutura sofra com algum problema técnico, mas, na verdade, o medo de uma onda de protestos é bem maior do que isso.




Comentários