Esse foi o valor investido em patrocínios e ações de marketing pelas empresas nos torneios de golfe amadores e profissionais nos Estados Unidos em 2008, o que representa um crescimento de 9% com relação a 2007. Esse aumento é fruto de um plano de novos negócios desenvolvido pela USGA (United States Golf Association), que criou oportunidades para as marcas irem além do simples fato de dar nomes aos torneios.
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US$ 1,36 bilhões
Bola fora
No fim do mês de agosto, a LPGA (Ladies Professional Golfe Association, circuito mundial que reúne 121 atletas de 26 países, inclusive a brasileira Ângela Park), anunciou que, a partir do ano que vem todas as jogadoras terão que passar por um teste de proficiência em Língua Inglesa. Quem não atingir a nota mínima exigida ficará suspensa. O objetivo é, segundo a associação, “explorar melhor comercialmente suas estrelas” e, com isso, buscar US$ 4 milhões em novos patrocínios. Porém a tacada foi desastrosa.
Num momento onde o respeito pela diversidade étnica é a bandeira levantada pelas maiores campanhas publicitárias do mundo e para um esporte que há tempos luta contra a imagem de ser “exclusivista e elitista”, a medida caiu como uma bomba. A suspeita de discriminação contra as 45 coreanas que disputam os torneios foi levantada imediatamente. Afinal, as atletas devem ser analisadas pelo seu profissionalismo e desempenho nos campos ou por saber falar línguas?
Tanto a imprensa, quanto profissionais de marketing e até as empresas que patrocinam o circuito, declararam ser contra essa medida que julgam ser arrogante. Kip Diggs, assessor de imprensa da seguradora State Farm, por exemplo, disse ao Ad Age “Nós não entendemos e não sabemos por que eles fizeram isso. E vamos conversar para que revejam essa atitude.” – detalhe: nenhum parceiro de marketing foi consultado anteriormente. E você, concorda com essa política? Investiria numa categoria que cria barreiras desse tipo? Deixe a sua opinião.
O bilionário
O golfista Tiger Woods pode se tornar o primeiro atleta a atingir incriveis US$ 1 bilhão em ganhos apenas com o esporte. De acordo com um estudo da revista Forbes, que vem acompanhando o desempenho financeiro do esportista desde 1996, se tudo continuar como previsto, Woods conseguirá tal feito no ano de 2010. Detalhe: essa data já considera o fato que Tiger Woods ficará parado durante os próximos meses para se recuperar de uma cirurgia que acaba de fazer no joelho.
No último mês, “apenas com uma perna”, como chegou a exagerar um adversário, ele faturou US$ 1,3 milhão ao vencer o US Open. No ano de 2007 foram mais de US$ 115 milhões arrecadados em premiações. Com isso, no total de sua carreira, ele já contabiliza US$ 750 milhões.
Aos 32 anos de idade, Woods já é considerado uma lenda do esporte: são 50 torneios conquistados no circuito profissional, 14 deles de grande porte. Além dos prêmios por vitórias, o rapaz tem contratos milionários com empresas como Buick, Gillette, Gatorade e Nike. Essa última, graças ao seu garoto-propaganda, vendeu US$ 600 milhões em produtos ligados ao golfe apenas no ano passado.
Sociedade alternativa
Se para muitos investir em esporte significa investir em futebol, a Oakley mostra que também existe vida além do esporte bretão. Focada em modalidades como surf, skate, ciclismo, motocross, vôlei de praia, atletismo e golfe, a conhecida marca de óculos, roupas e relógios, conseguiu se transformar em sinônimo de qualidade de produtos e abocanhar lucros no mundo todo.
A estratégia da Oakley parece ser simples: patrocinar grandes nomes, como o pentacampeão mundial de skate Mineirinho a dupla Emanuel e Ricardo do vôlei de praia. “Quando esses atletas usam o nosso produto, eles carregam um conceito junto. Por isso que para fazer parte de nossa equipe não basta ser vencedor, nós analisamos o caráter e a postura deles fora das competições também.” explica Salvador Parisi, diretor geral da empresa no Brasil.
Parisi chama a atenção para o fato de que não basta apenas que esses ídolos usem os produtos da Oakley. “Nosso plano de comunicação é o mais amplo possível, não é só patrocinar e esperar o que vai acontecer na mídia, eles funcionam como embaixadores da marca em eventos e lançamentos, por isso o critério rigoroso. O patrocínio é apenas uma parte do marketing esportivo.”
Poliesportiva
Presente nas mais diversas modalidades e competições esportivas pelo mundo, a LG destaca-se no mundo do marketing esportivo pelas suas ações de sucesso. Se na Índia o foco é o críquete e nos EUA a aposta está nos esportes radicais, no Brasil a companhia joga suas fichas no futebol, onde patrocina o São Paulo, e no golfe.
Quem explica um pouco dessa estratégia é o diretor de marketing da empresa, Eduardo Toni. “Claro que temos objetivos distintos, enquanto o futebol nos traz uma grande visibilidade na mídia quase que diariamente, o golfe permite trabalharmos com um público muito mais selecionado, até mais adequado para a maioria dos nossos produtos. É uma forma de posicionarmos a marca.”
Para isso, além de patrocinar a revelação do esporte Angela Parker, de apenas 19 anos e já considerada a melhor jogadora de golfe da nossa história, a empresa organiza pelo quinto ano consecutivo o torneio profissional LG Vivo PGA Championship, que ocorrerá entre 6 e 9 de dezembro, em São Paulo. “Temos um budget de U$ 100 milhões no Brasil e dedicamos pelo menos 10% dele em marketing esportivo. Estamos plenamente satisfeitos com nossa escolha.” afirma o executivo.
540 mil euros
Steve Williams, o caddie do ídolo do golfe Tiger Woods, fez uma doação nesse valor para um hospital de Auckland, na Nova Zelândia. E lá onde ele mantém uma fundação de ajuda aos jovens e é um dos ídolos do país. Vale a explicação: caddie é aquele que carrega os tacos do golfista.
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