Falhou a última tentativa do governo canadense de incluir o GP de Montreal no calendário de provas 2009 da Fórmula 1. Com a ausência já confirmada anteriormente de um circuito norte-americano, apenas o Brasil, nas Américas, receberá uma prova no ano que vem. O prefeito de Montreal disse que “apesar de todos os nossos esforços, as garantias econômicas que os organizadores pediram são impossíveis de serem cumpridas”. Ele se refere aos inexplicáveis e arriscados 140 milhões dólares exigidos de garantias bancárias para os próximos cinco anos.
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F1: SÓ O BRASIL NAS AMÉRICAS
PIT-STOP
A equipe Renault de Fórmula 1, de olho nas novas mídias, criou um novo canal de comunicação com seus fãs. Além da página oficial da escuderia, agora o público poderá conferir vídeos numa página exclusiva da equipe no famoso portal de vídeos You Tube. O conteúdo trará reportagens com os pilotos, entrevistas com os dirigentes, matérias sobre o carro, entre outros materiais que poderão ser compartilhados com a velocidade que a web tem. Os patrocinadores agradecem.
PELAS RUAS DE PARIS
O tradicional grande-prêmio de Formula 1 disputado no circuito francês de Magny-Cours está com os dias contados. Bernie Ecclestone, empresário que detém os direitos comerciais da categoria, anunciou que seu desejo para 2009 ou 2010 é organizar uma prova nas ruas de Paris. Segundo ele, o atual circuito sairá do calendário por causa do difícil acesso e falta de acomodações para o público.
US$ 217 milhões
Esta é a receita média que cada um dos 18 grandes-prêmios de Fórmula 1 arrecadou na temporada 2007, de acordo com uma pesquisa da Deloitte. Os US$ 3,9 bilhões totais incluem direitos de transmissão, patrocínio (das provas e das equipes), parceiros comerciais e ações de marketing durante as provas.
PREPAREM OS HOLOFOTES
A equipe ING Renault confirmou Fernando Alonso e o estreante brasileiro Nelsinho Piquet como a dupla de pilotos para a próxima temporada da Fórmula 1. A notícia chama a atenção pelos altos valores envolvidos no retorno do campeão Alonso, que terá um salário de mais de 250 milhões de reais pelos três anos de contrato. Além disso, mostra que equipe não desprezou o planejamento mercadológico ao convidar também um filho de um grande ex-piloto como parceiro e um francês, Romain Grosjean, para piloto de testes. Com isso, a montadora francesa terá presença garantida tanto na mídia global como local.
Fórmula grana
José Carlos Brunoro, um dos maiores especialistas de marketing esportivo no Brasil e que trabalhou na Fórmula 1 durante cinco anos, costuma afirmar que “pelo dinheiro e estrutura que envolve, uma temporada da Fórmula 1 equivale a várias Copas do Mundo de Futebol por ano”. E, além da emocionante disputa entre Hamilton, Alonso e Raikkonen nas pistas, os números esperados pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau para a última e decisiva corrida do ano em Interlagos, comprovam isso.
São mais de 100 mil turistas de outros estados e estrangeiros espalhados na rede hoteleira da capital paulista (hotéis de duas a cinco estrelas já estão lotados), movimentando 52 setores econômicos e que vão deixar na cidade cerca de R$ 140 milhões durante os três dias de corrida. “É o primeiro evento em receita para São Paulo.” afirma Orlando de Souza, presidente do SPCVB.
Além disso, diversas grandes empresas pegaram carona e fizeram promoções específicas para o evento, como a Toyota, Intel, Schin, Petrobras, entre outras. Só a Shell, por exemplo, vai gastar R$ 4 milhões em ações como shows, arquibancadas, camarotes exclusivos e também na distribuição de miniaturas de Ferrari.
CARONA CAMPEÃ
Ação de interesse público realizada no mundo inteiro, o movimento Piloto da Vez, organizado pela marca de whisky Johnnie Walker Black Label, vai levar a revelação mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton para às ruas de São Paulo. No próximo dia 18, o jovem piloto inglês da McLaren vai dar uma carona para algum brasileiro que estiver consumindo álcool nos bares, com o intuito de promover o consumo responsável. Há alguns meses a marca também trouxe o bi-campeão Mika Hakkinen para ser o Piloto da Vez. Ações desse tipo mais o patrocínio à equipe McLaren, ajudaram a Johnnie Walker a conseguir um aumento de 31% no volume de vendas de whisky no Brasil no ano passado.
Continua forte a pressão para que a Ferrari encerre seu contrato de patrocínio com a marca de cigarros Marlboro, do grupo Philip Morris. Única equipe que ainda conta com o dinheiro da indústria do tabaco, a escuderia italiana ganhou um novo inimigo: o grego Markos Kyprianou. O comissário de saúde da União Européia desta vez “convidou” a Ferrari a encerrar seu contrato de mais de US$ 100 milhões por ano com a empresa e dar um bom exemplo para os jovens. Atualmente, por causa das legislações locais, dos 17 Grandes Prêmios disputados a logomarca da Marlboro só aparece nos carros e macacões dos pilotos durante os GPs de Mônaco, China, Bahrein e Japão.
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