Falhou a última tentativa do governo canadense de incluir o GP de Montreal no calendário de provas 2009 da Fórmula 1. Com a ausência já confirmada anteriormente de um circuito norte-americano, apenas o Brasil, nas Américas, receberá uma prova no ano que vem. O prefeito de Montreal disse que “apesar de todos os nossos esforços, as garantias econômicas que os organizadores pediram são impossíveis de serem cumpridas”. Ele se refere aos inexplicáveis e arriscados 140 milhões dólares exigidos de garantias bancárias para os próximos cinco anos.
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F1: SÓ O BRASIL NAS AMÉRICAS
SALÃO DE FESTAS
De 30 de setembro a 19 de outubro, o Brasil vai receber a Copa do Mundo de Futsal da Fifa. Apesar da pouca divulgação até o momento, a expectativa é a melhor possível e grandes empresas estão apostando forte no evento, como a Sony e a Topper. A primeira com ações de divulgação e ativação da marca, principalmente por meio da realização de eventos de relacionamento. Já a segunda vai com tudo para a mídia, aproveitando o fato de ser a patrocinadora oficial da seleção brasileira. O blog conversou com Caio Peduti, gerente de produtos Topper, sobre os investimentos da marca nesse esporte.
Por que essa aposta pelo futsal?
O mercado de artigos esportivos movimenta cerca de 31 bilhões de reais por ano. Desse numero, o futebol fica com 12%, ou seja, cerca de 3,7 bilhões. Aprofundando um pouco mais, percebemos que 80% do valor são gastos com produtos ligados ao futebol de salão, 12% com futebol soçaite e 8% com o futebol campo. Estamos falando de calçados, vestuário e acessórios, como bolas. Isso se explica porque é muito fácil e barato praticar o futebol de salão do que os outros dois. São apenas 10 atletas e existem muito mais opções de espaços do que o futebol de campo, por exemplo.
Sabemos também que existe uma diferença grande de valores entre o futebol de campo e o futsal.
O futebol de campo é muito mais aspiracional, mas se falarmos de representatividade o alvo é o futsal. Além disso, o recall da Topper no futsal é muito alto, sempre estivemos ligados a essa modalidade. Por isso a importância de patrocinar a seleção. Há poucos anos patrocinávamos times de futebol de campo, mas o mercado está inflacionado, hoje pagam ate cinco vezes mais do que nós investíamos em 2004.
Não tem interesse em voltar ao futebol de campo?
Atualmente estamos apenas no Ipatinga (MG). Num time grande você é a terceira marca, vem atrás do nome e distintivo do time em si e do patrocinador. Agora focamos em patrocinar os atletas apenas, que nos dão o retorno necessário e fica ainda melhor para eventos de ativação da marca no ponto de venda e mídia.
Copa 2014: uma nova campanha
Mesmo com o sucesso da campanha Brasil 2014, criada pela agência MPM para CBF, que cumpriu seu papel durante o processo de escolha do país sede, um clima de mal-estar ficou no mercado publicitário. Afinal, por que não foi aberta uma concorrência entre as interessadas? Agora a CBF resolveu mudar a estratégia e está preparando uma disputa para a escolha da agência que será a responsável por toda a comunicação relativa à Copa de 2014. Um dos maiores desafios do planejamento, que começará depois de 2010, será esclarecer a população as diferenças entre as responsabilidades dos setores público e do privado na realização do evento.
A cara do Brasil
Veneno Remédio: O Futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 32 reais), de José Miguel Wisnik, finalmente preenche o vácuo existente entre as obras teóricas acadêmicas e os contos apaixonados de torcedores existentes quando o assunto é futebol e literatura. Com inteligência, o autor soube tratar de um assunto que, apesar de claramente ter uma influência enorme na cultura brasileira, dificilmente (com algumas poucas exceções) ganha obras de destaque real quando o foco é a relação entre sociedade e o esporte preferido da população.
O pontapé inicial se deu quando Wisnik teve acesso nos anos 80 a ensaios do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini, escritos ainda no início da década de 70. Pasolini comparava, por estilos, o então futebol europeu a prosa e o sul-americano a poesia. O escritor, um apaixonado pelo esporte (e isso faz muita diferenca), partiu desse ponto, trouxe a sociologia, a filosofia, a política e a economia para os campos brasileiros e assim traçou um paralelo, de encontros e desencontros, entre a nossa história e a do futebol.
Nesse processo, ele reuniu e mesclou no mesmo campo personagens marcantes dos dois lados (ora antagônicos, ora similares), como Sérgio Buarque de Hollanda, Machado de Assis, Oswald e Mario de Andrade, Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Gylberto Freyre, entre outros. Ao analisar a linguagem não verbal do futebol, Wisnik compara o esporte a um movimento artístico, que influência e reflete a identidade brasileira, traduzido em gostos e estilos, tantos os bons quanto os ruins.
Durante as próximas colunas você terá um material especial sobre marketing esportivo, com matérias feitas do Canadá. Para começar essa série, temos uma entrevista exclusiva com a Diretora de Marketing da NBA, a famosa liga norte-americana de basquete, Saskia Sorrosa. Ela é responsável pelo mercado hispânico desse que é um dos negócios mais lucrativos do mundo. Sorrosa falou sobre a importância das ações de marketing para a NBA, a conquista de novos mercados, incluindo o Brasil e, no fim, deu dicas para nosso dirigentes boleiros.
Qual a importância do marketing para uma liga esportiva como a NBA?
Como a NBA é uma marca mundial de esporte e entretenimento, com jogos transmitidos em 215 países por 202 emissoras de televisão, iniciativas de marketing são cruciais para a promoção da nossa marca. A liga mantém uma extensa lista de parceiros domésticos e globais, a maioria deles são marcas conhecidas no mundo todo. Como parte do nosso esforço conjunto, nossos parceiros fazem ações com o tema NBA, em seus produtos, serviços, eventos e assim promovem a sua marca. Além disso, os jogadores da NBA, reconhecidamente, são ótimos como garotos propaganda de produtos esportivos.
Como e quando que a NBA conseguiu conquistar novo mercados? Existem estratégias de marketing específicas para cada novo país?
Nosso primeiro objetivo é promover o basquete como esporte no mundo todo. Marketing é apenas uma das etapas nas operações de negócios de expansão da NBA. O que fica claro quando vemos 75 jogadores estrangeiros de 30 países que atuaando na NBA, assim como os 13 escritórios internacionais que temos pelo mundo. Sobre o mercado hispânico, posso dizer que a NBA tem o maior e mais rápido crescimento entre os fãs de esportes profissionais norte-americano. Aproximadamente 65% dos hispânicos são fãs da NBA, o que representa 15% do total da nossa base de fãs. Para atingir esse mercado, a NBA tem uma plataforma ampla de marketing, que incluem iniciativas nas comunidades, na mídia e em eventos.
A China é o próximo alvo da NBA? Até onde a liga ainda pode crescer comercialmente?
A China representa um enorme crescimento para a NBA. Estima-se que 300 milhões de pessoas jogam basquete por lá (o mesmo número de habitantes dos EUA), e a NBA já é o esporte mais popular do país. Como conseqüência, em janeiro de 2008, lançamos um novo empreendimento batizado de NBA China, que agrega todos os interesses de negócios da NBA e está aberto a investimentos externos. Esse novo negócio centraliza as operações locais e traz parceiros estratégicos que permitem expandir as oportunidades de negócios, enquanto a NBA conhece melhor o mercado e o crescente interesse dos fãs e consumidores chineses.
O que pode falar sobre o mercado brasileiro, existe a possibilidade da realização de algum jogo por aqui?
O Brasil é um mercado muito importante para a NBA, particularmente pelo número de jogadores que atualmente disputam a liga – Nenê (Denver Nuggets), Leandro Barbosa (Phoenix Suns), e Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers). Em 2002, após percebermos um crescimento de popularidade da liga no País, a NBA contratou um escritório de marketing em São Paulo, #1 Sport Inc., para promover e desenvolver iniciativas no mercado local. São eventos, transmissões de jogos, venda de produtos e um site nosso específico em língua portuguesa. Além disso, a NBA foi o primeiro esporte norte-americano a oferecer jogos ao vivo pela web, num negócio que fizemos com Globo.com, que nesta temporada vai transmitir cerca de 60 jogos. Nos últimos anos, a NBA tem pensado na possibilidade de fazer um jogo no Brasil, mas não temos nada confirmado ainda.
No Brasil, o esporte mais popular é o futebol, mas que pouco arrecada com marketing e não é rentável como produto de exportação. Quais seriam os primeiros passos que os executivos brasileiros deveriam tomar para transformar o futebol num produto rentável?
Eu acredito que o crescimento da popularidade e dos negócios da NBA tem muito a ver com a imagem da liga, valores que podem ser usados como modelos por outras marcas que querem crescer, como:
Trabalho em equipe: nós trabalhamos duro, num verdadeiro espírito cooperativo e sem prêmios individuais ou para departamentos. Nossa prioridade é sempre promover as melhores experiências, produtos e serviços possíveis;
Inovação: Promovemos o empreendimento com um pensamento inovador. Criamos oportunidades e não apenas reagimos aquilo que aparece pelo nosso caminho. Nós objetivamos sempre estar no topo da competição;
Integridade: Conduzimos tudo de acordo com os padrões mais altos de honestidade, ética e confiança;
Respeito: Valorizamos a individualidade e a diversidade. Respeitamos uns aos outros, nossos fãs e nossos parceiros de negócios.
Clientes do futuro
Já estão abertas as inscrições para a quarta temporada do Milan Junior Camp no Brasil, acampamento para crianças (meninos e meninas) de 8 a 13 anos que ocorrerá no próximo mês de julho em São Paulo e no Rio de Janiero. Treinadores das categorias de base do Milan coordenarão 5 horas diárias de aulas práticas e jogos amistosos de futebol. No fim, por sorteio, um aluno ainda ganha a chance de ir a Milão. Mais um tiro certo do clube italiano, já que existe a previsão de 1800 participantes, que, além de desembolsar quase R$ 2 mil para participar, certamente gastarão muito mais no futuro, como consumidores. Mais informações no site www.milanjuniorcamp.com.br
US$ 63,3 milhões
Esse é o valor que a Nike vai pagar anualmente para a França a partir de 2011, quando passará a vestir a seleção de futebol daquele país. O valor é o maior do mundo: superou os US$ 44,5 milhões que a Inglaterra recebe da Umbro e é cinco vezes maior àquele pago pela Nike ao Brasil, por exemplo (US$ 12 milhões, equivalente ao que o México e a Arábia Saudita recebem).
à milanesa
O Brasil definitivamente entrou no alvo do departamento de marketing do clube italiano Milan. Depois de lançar por aqui o Milan Junior Camp e o Milan Park em parceria com a Golden Goal, o time agora aproveita o fato de ter oito jogadores brazucas presentes no elenco e prepara o lançamento de uma versão exclusiva do site para o mercado nacional. Diferente de outros países, o Brasil é o único que vai ganhar seções especiais como, por exemplo, uma agência de turismo especializada em organizar roteiros que envolvam jogos e visitas ao clube. O objetivo, claro, é angariar novos torcedores. Ou melhor, clientes.
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