A Adidas divulgou lucro líquido de 302 milhões de euros no terceiro trimestre de 2008. Nesse período as vendas do grupo alemão aumentaram 4,8%, totalizando 3,08 bilhões de euros. O valor do lucro pouco mudou com relação ao mesmo período do ano passado, quando ficou em 298 milhões euros.
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302 milhões de euros
O PESADELO DA NIKE
A Nike passa por um inferno astral no Brasil. Tudo começou com a polêmica sobre os valores do contrato com a seleção brasileira – cinco vezes menor do que a França vai receber. Depois foi a vez de Ronaldo, um dos seus principais garotos-propaganda, viver situações constrangedoras e nada favoráveis para a empresa norte-americana de artigos esportivos. Agora Flamengo e Corinthians, os clubes com as duas maiores torcidas do país, ameaçam trocar de fornecedor. O time carioca já notificou a Nike e o contrato de 5 milhões de reais pode ser rompido a qualquer momento (Olympikus e Reebok são as favoritas para assumir o posto). Já o Corinthians também tornou pública a sua insatisfação e flerta com a Adidas, maior rival da Nike. Uma grave crise, num dos principais mercados de futebol do mundo.
LA LÉGENDE
Na esteira da visita do craque francês ao Brasil, chega às livrarias a obra Zinedine Zidane: uma biografia (Sá Editora, 45 reais), dos autores Jean Philippe e Patrick Fort. Essa versão nacional ganhou uma edição revisada e mais completa, já que a primeira foi lançada na França logo após a Copa de 2006. As páginas trazem ótimas histórias e curiosidades sobre diversos casos – sim, tem um capítulo dedicado só para o caso da cabeçada. Uma lenda, dentro e fora de campo, onde se destaca por ações humanitárias e também de marketing (o ex-atleta tem contratos com a Adidas até 2017 e com a Danone até 2015). Indicado até para aqueles mau perdedores, que ainda insistem em não gostar de Zizou pelas atuações de gala que ele teve contra o Brasil
O legado de Michael Jordan
O astro Michael Jordan abandonou as quadras de basquete em 2003, mas seu contrato com a Nike é vitalício e até hoje os modelos do tênis “Air Jordan” são os mais vendidos no mercado americano – em 2007 só a marca Jordan arrecadou cerca de US$ 800 milhões, apenas US$ 100 milhões a menos do que toda a companhia faturava quando assinou com o atleta, há 23 anos.
Um verdadeiro case de marketing que começou ainda em 1984, quando Jordan deixou o time da Universidade da Carolina do Norte e seguiu para a liga profissional da NBA. Na época, a rival Adidas quase fechou com o atleta, mas um “olheiro” da Nike convenceu os executivos.
“Perguntei quanto tínhamos para investir naquele ano, eles responderem 500 mil dólares. Eu disse: dê tudo para esse menino”, conta Sonny Vaccaro. Um contrato inimaginável até então para alguém que nunca tinha jogado na NBA. Outro diferencial foi justamente a possibilidade de criar um modelo de tênis com a assinatura de Michael Jordan, coisa que a Adidas não havia oferecido. O resto da história todo mundo conhece, resta saber o quanto tempo ela ainda vai durar. Alguém arrisca um palpite?
A voz do povo
A Market Analysis, que faz parte do grupo IRIS (International Research Insitutes), acaba de concluir um estudo sobre marketing esportivo no Brasil, batizado de Sponsor Tracker 2008. A pesquisa foi feita com 805 adultos (18 até 79 anos) das principais cidades brasileiras e os resultados mostram que as empresas públicas do País dominam a mente do consumidor quando o assunto é esporte, principalmente se compararmos com os resultados da pesquisa global (veja tabela).
A coluna teve acesso, em primeira mão, a alguns resultados do estudo, como o que mostra que 85% dos brasileiros reconhecem que a imagem de uma empresa fica positiva quando sabem que ela está engajada em ações de patrocínio esportivo.
Para os entrevistados, modalidades como natação, atletismo e artes marciais estão entre as esquecidas pelas empresas. “São modalidades que carecem de investimentos ou cujo patrocínio tem se mostrado ineficiente para o público. São verdadeiras oportunidades de atuação.” acredita Fabian Echegaray, diretor da Market Analyisis, que ainda completa “muitas empresas que investem pesado no esporte estão errando o alvo ou sua estratégia de comunicação, já que suas ações não se traduzem em retorno de imagem ou visibilidade.”
Ranking de Empresas Patrocinadoras do Esporte:
Recall Espontâneo das Top 5
(Mundo vs. Brasil)
Mundo
1º – Nike 15,4%
2º – Adidas 13,5%
3º – Coca-Cola 11,4%
4º – Heineken 6,8%
5º – Vodafone 5,1%
Brasil
1º – Petrobras 25,01%
2º – Nike 12,04%
3º – Banco do Brasil 12%
4º – Coca-Cola 6,7%
5º – Caixa Econômica Federal 4,5%
US$ 580 milhões
A Nike, de olho no mercado europeu, anunciou a compra da empresa britânica de artigos esportivos Umbro. A estratégia é a mesma da concorrente Adidas, que há algum tempo comprou a Reebok para aumentar seu mercado nos EUA. A guerra continua.
A terceira camisa
Muito se falou sobre a nova e chamativa camisa do Palmeiras. Não faltaram apelidos para modelo, que foi lançando para ser o número três, prática muito usada na Europa como ferramenta de marketing e vendas. O curioso é que o público brasileiro compra as camisas similares dos times de fora, mas quando o assunto é o seu clube do coração, parece existir uma resistência. Fomos ouvir a opinião de Luciano Kleiman, diretor de marketing da adidas, fornecedora do Palmeiras e de clubes como Milan e Chelsea.
O público brasileiro está preparado para ações de marketing como essa?
A proposta do 3º uniforme é justamente trazer inovação aos clubes que possuem grande tradição. A polêmica é natural, mas a aceitação foi boa e os estoques da nova camisa se esgotaram nas primeiras semanas de vendas (cada camisa custa 140 reais e só no dia do lançamento foram vendidas 1500). Alguns veículos de comunicação também realizaram enquetes e o índice de aprovação foi muito bom. A paixão pelo futebol é universal e isso que garante o enorme sucesso dessas ações de lançamento.
A adidas sente dificuldades em realizar ações desse tipo por aqui?
A experiência da adidas tem sido muito boa no sentido de inovar nos clubes que patrocina. Já temos como exemplo a escolha da terceira camisa do Palmeiras para a temporada passada, que ocorreu por meio de uma votação na Internet. No Fluminense fizemos um evento inovador, com uma homenagem aos campeões brasileiros de 1984 e até uma banda que tocou o hino do clube numa versão moderna.
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