O seleção brasileira feminina de vôlei conseguiu um feito inédito e incrível a poucos meses atrás e parece que ninguém mais se lembra. Como investir em esportes que são lembrados apenas em épocas de jogos olímpicos e outras competições internacionais importantes? Sendo assim, qual a estratégia e o segredo para um patrocínio que já dura 11 anos e colhe resultados cada vez melhores? Conversamos com Guilherme Mortensen, o novo gerente de marketing da marca Rexona, para debater um pouco mais sobre esse tema.
A conquista de uma medalha de ouro nas Olimpíadas muda alguma coisa ou o projeto caminha independente dos resultados?
Estamos no 11º ano de patrocínio a um programa social de educação por meio do esporte e de um time de vôlei feminino, o que revela uma longa preocupação da Unilever e de Rexona em investir na educação e no esporte, independentemente dos resultados da seleção nas quadras. Mas é claro que este momento – de conquista de uma medalha olímpica – é importante para o Brasil. Não fizemos nenhuma pesquisa após os Jogos. Mas podemos afirmar que a marca mantém-se líder na categoria, com 45% de participação em valor (AC Nielsen).
O projeto sempre teve uma preocupação com o lado social, com a inclusão de pessoas por meio do esporte.
A forma como hoje trabalhamos – time e programa social – tem muita relação com a missão da Unilever. O time Rexona-AdeS, por exemplo, nasceu para levar inspiração às crianças que queríamos alcançar com o programa. Hoje é uma equipe de alto rendimento, que é pentacampeã na Superliga e conta com jogadoras campeãs olímpicas. Naturalmente, que esse desempenho é importante para a visibilidade da marca, mas também serve de estímulo para que as crianças busquem seu desenvolvimento pessoal e profissional. E é isso que acredito que fizemos com as mais de 60 mil crianças que passaram pelo projeto, direta e indiretamente.
O Bernardinho havia declarado que não mais desejaria trabalhar no clube e na seleção. Quais os planos da Rexona para o futuro?
Com relação ao Bernardinho, ele está conosco desde o início e é considerado um grande parceiro, tanto no time quanto no programa social. Não temos intenções de modificar no projeto, no qual investimos atualmente cerca de R$ 10 milhões por ano. Queremos sim fortalecê-lo, tanto que estamos investindo em edições anuais de um seminário que convoca todo o setor e a sociedade para debater o tema “A Função Social do Esporte”. Estreamos este seminário em 2007 e agora em novembro teremos uma segunda edição.
Parabéns a Rexona e a UNilever, principalmente por acreditar a tanto tempo no projeto, mais de uma década, e também por não esquecer do lado social.
Gostaria de saber se podermos enviar projeto do karate, esse projeto irá atender mais 3000 cianças em todos os bairros aqui em Palmas Tocantins, poderia saber como mandar o nosso projeto ficaremos agadecidos
Prof. Jose Carlos
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