Há tempos que o GP de São Paulo se tornou o maior evento esportivo e turístico do Brasil, movimentando, em apenas uma semana, cerca de R$ 220 milhões e atraindo quase 100 mil turistas de outras cidades e países – a Semana Internacional do Automóvel também colabora para esses números. Com a grande expectativa gerada para disputa do título e a possibilidade do brasileiro Felipe Massa se tornar campeão do mundo, os investimentos das empresas patrocinadoras e mídia aumentaram ainda mais. Entre campanhas publicitárias e ações promocionais, por exemplo, a Petrobras vai investir R$ 7 milhões e a Shell outros R$ 28 milhões. Diversos pilotos também já confirmaram presença em ações e festas dos seus patrocinadores pessoais, além de eventos beneficentes.
Arquivo de outubro \31\UTC 2008
Fórmula 1: circuito da grana
Uma rede social e esportiva
O seleção brasileira feminina de vôlei conseguiu um feito inédito e incrível a poucos meses atrás e parece que ninguém mais se lembra. Como investir em esportes que são lembrados apenas em épocas de jogos olímpicos e outras competições internacionais importantes? Sendo assim, qual a estratégia e o segredo para um patrocínio que já dura 11 anos e colhe resultados cada vez melhores? Conversamos com Guilherme Mortensen, o novo gerente de marketing da marca Rexona, para debater um pouco mais sobre esse tema.
A conquista de uma medalha de ouro nas Olimpíadas muda alguma coisa ou o projeto caminha independente dos resultados?
Estamos no 11º ano de patrocínio a um programa social de educação por meio do esporte e de um time de vôlei feminino, o que revela uma longa preocupação da Unilever e de Rexona em investir na educação e no esporte, independentemente dos resultados da seleção nas quadras. Mas é claro que este momento – de conquista de uma medalha olímpica – é importante para o Brasil. Não fizemos nenhuma pesquisa após os Jogos. Mas podemos afirmar que a marca mantém-se líder na categoria, com 45% de participação em valor (AC Nielsen).
O projeto sempre teve uma preocupação com o lado social, com a inclusão de pessoas por meio do esporte.
A forma como hoje trabalhamos – time e programa social – tem muita relação com a missão da Unilever. O time Rexona-AdeS, por exemplo, nasceu para levar inspiração às crianças que queríamos alcançar com o programa. Hoje é uma equipe de alto rendimento, que é pentacampeã na Superliga e conta com jogadoras campeãs olímpicas. Naturalmente, que esse desempenho é importante para a visibilidade da marca, mas também serve de estímulo para que as crianças busquem seu desenvolvimento pessoal e profissional. E é isso que acredito que fizemos com as mais de 60 mil crianças que passaram pelo projeto, direta e indiretamente.
O Bernardinho havia declarado que não mais desejaria trabalhar no clube e na seleção. Quais os planos da Rexona para o futuro?
Com relação ao Bernardinho, ele está conosco desde o início e é considerado um grande parceiro, tanto no time quanto no programa social. Não temos intenções de modificar no projeto, no qual investimos atualmente cerca de R$ 10 milhões por ano. Queremos sim fortalecê-lo, tanto que estamos investindo em edições anuais de um seminário que convoca todo o setor e a sociedade para debater o tema “A Função Social do Esporte”. Estreamos este seminário em 2007 e agora em novembro teremos uma segunda edição.
US$ 10 bilhões
Esse é o valor estimado que as empresas investem por ano em ações de marketing esportivo nos EUA. Um quarto desse valor vem do atualmente combalido setor financeiro, o que vem causando diversos cortes e gerando medo em todos os clubes das ligas de basquete, beisebol, hockey e futebol americano.
Itaú na seleção
A crise econômica não foi suficiente para esfriar o namoro entre o banco Itau e a CBF. Depois de muitos boatos, finalmente saiu o anúncio oficial e a instituição financeira passa a ser a nova patrocinadora oficial das seleções principal, olímpica, sub-23, sub-20, sub-17, sub-15 e feminina. O valor do contrato não foi divulgado, mas estima-se que tenha ficado na casa dos R$ 15 milões anuais e tem validade até 2014, quando o país será sede da Copa do Mundo. Com isso, a logomarca do banco ficará exposta nos uniformes de treino e outras vestimentas extra-campo, além da possibilidade de fazer ações promocionais. Antonio Matias, vice-presidente do Itaú, explicou a decisão da seguinte forma: “No Brasil, futebol é mais que esporte. É simbolo da cultura nacional”.
20 milhões de libras
Esse é o valor que a empresa de doces Cadbury vai pagar para se tornar mais uma patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Um alívio para os organizadores, que com a crise financeira global já temem pelos contratos assinados, como com o banco Lloyds TSB, que comprou o HBOS e tem um acordo assinado no valor de 80 milhões de libras
III ABA ESPORTES INTERNACIONAL
De 10 a 11 de Novembro de 2008
Objetivos
A cada ano, o marketing esportivo tem sido mais utilizado, atrai mais investimentos e gera melhores resultados. Emoção e paixão são os grandes diferenciais no universo do esporte, que tem o potencial de criar situações ideais para que empresas e marcas aproximem-se dos consumidores de modo envolvente e eficaz.
Além de instrumento de aumento de visibilidade, o esporte também é excelente plataforma para o desenvolvimento de estratégias específicas de posicionamento de marcas, fortalecimento de relacionamento, incentivo ao público interno e, até mesmo, a geração de negócios.
Neste terceiro fórum internacional sobre o tema, mostraremos, através de exemplos de negócios bem-sucedidos daqui e do exterior, os avanços ocorridos neste setor no Brasil e em outros países; bem como o que pode evoluir e algumas das maiores oportunidades do presente.
Público-alvo
Profissionais de marketing, comunicação, produtos e propaganda, bem como especialistas da área e interessados no tema em geral.
Confira a programação completa, a lista dos palestrantes, os temas dos debates, informações sobre locais e preços, clicando aqui.
US$ 1,36 bilhões
Esse foi o valor investido em patrocínios e ações de marketing pelas empresas nos torneios de golfe amadores e profissionais nos Estados Unidos em 2008, o que representa um crescimento de 9% com relação a 2007. Esse aumento é fruto de um plano de novos negócios desenvolvido pela USGA (United States Golf Association), que criou oportunidades para as marcas irem além do simples fato de dar nomes aos torneios.
A crise e o dinheiro
Nem o milionário futebol inglês ficou incólume à grave crise econômica mundial. Um estudo da Virgin Money no Reino Unido mostrou que o “índice de inflação do torcedor”, que mede a variação dos gastos em dia de jogos, subiu 21% nos últimos três meses – uma alta muito maior do que os 4,4% registrados no consumo do cidadão britânico.
Na média, cada torcedor gasta atualmente, entre ingressos, transporte e refeição, incríveis 106 libras (cerca de 415 reais) para assistir uma partida do campeonato. Times como o Newcastle e West Ham estão sentindo a diferença no público dos jogos, já que as pessoas estão preocupadas com suas finanças pessoais e deixando o futebol um pouco de lado. Um pavor para os endividados clubes ingleses.
Já o poderoso Manchester United ainda não tem problemas com a renda dos jogos, mas é um dos mais preocupados com a crise. O mega-contrato de patrocínio da camisa com a seguradora norte-americana AIG, no valor de 56 milhões de libras, corre sérios riscos de não continuar, mesmo com a ajuda que a empresa recebeu do governo Bush. Pior, dificilmente o Manutd vai conseguir outro acordo nesse valor e uma saída imediata da empresa iria acarretar em sérios problemas no planejamento do clube.
REGRAS PARA ESTRANGEIROS
Além da crise econômica que ameaça o mundo todo, outra fonte de dinheiro da Premier League pode secar. O presidente da Fifa Joseph Blatter se encontrou com o poder legislativo da Uniào Européia na última semana para discutir o crescente investimento de estrangeiros bilionários nos clubes de futebol. Preocupado com a invasão que ocorre no futebol inglês em particular, Blatter disse essas pessoas deveriam ter alguma associação com o local e provar que realmente tem interesse esportivos, além dos econômicos, antes de fazer os negócios. “Alguma coisa precisa ser feita. Atualmente você pode comprar um clube tão fácil quanto um uniforme de futebol na loja. Tem algo errado e é por isso que estou pedindo para a Uniào Européia agir, pois esse movimento vai se espalhar.” clamou o esperançoso dirigente.
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