05
Set
08

Negócios da Arábia

O primeiro dia de setembro nunca foi tão aguardado como nos últimos anos entre a imprensa e os clubes de futebol na Europa. O último dia da janela de transferências de jogadores para a temporada 2008-09 chegou a ter uma cobertura on-line, minuto a minuto, nos sites ingleses da BBC e do Guardian. E foi de lá que surgiram as bombas mais poderosas do mercado.

Primeiro o ex-premier da Tailândia, Thaksin Shinawatra, que havia comprado o Manchester City há pouco mais de um ano por 82 milhões de libras, anunciou que estava repassando 90% do controle do time inglês para a companhia árabe Abu Dhabi United Group, por valores ainda não divulgados (estima-se que não foi menos do que 200 milhões de libras). Uma possível estratégia do empresário tailandês que está sendo acusado de corrupção e teve seus investimentos, avaliados em quase 1 bilhão de libras, congelados pelo governo de sua terra natal.

Mas dinheiro não falta nessa história, já que poucas horas depois o City anunciou a compra do brasileiro Robinho, que estava no Real Madrid, por 32 milhões de libras, recorde na Inglaterra. Dr Sulaiman Al-Fahim, o empresário árabe de apenas 31 anos que está à frente dos negócios e representa uma fortuna estimada em inimagináveis 1 trilhão de dólares, jura que esse é só o começo.

Eles prometem transformar o Manchester City na maior potência do futebol em dois ou três anos e já tem novos craques na mira, o principal deles seria o valorizado português Cristiano Ronaldo. “Nós vamos nos tornar o maior clube de futebol do mundo, maior do que o Real Madrid e o Manchester United.” profetiza Dr Sulaiman Al-Fahim.


4 Respostas para “Negócios da Arábia”


  1. 1 Roberto Rodriguez Suarez
    Setembro 10, 2008 às 1:39 pm

    Prezado Fábio,

    Embora as arábias não sejam mais o temor que vem do Oriente,
    suplantadas pela China pós-Mao, fiquei preocupado com a voracidade
    consumista do Sr. Sulai Al-Fahim, pois nesse impeto de comprar
    times-símbolo de Nações, ele pode tentar internacionalizar o nosso
    América (RJ).

  2. 2 Andre Fiori
    Setembro 10, 2008 às 1:40 pm

    Prezados,

    Eis que leio na “Carta Capital” desta semana a nota “Negócios da Arábia”, em que se fala que o empresário dos Emirados Árabes Sulaiman Al-Fahim teria US$ 1 trilhão de fortuna pessoal. Esse número para mim parece extremamente absurdo, pois seria suficiente para fazer Bill Gates e Carlos Slim serem considerados favelados, tamanha a diferença. O sultão do Brunei, então, perto de tanta grana, seria considerado alguém remediado.
    US$ 1 tri é mais ou menos o PIB do Brasil, da Rússia, da Espanha e de outras nações, descontando aí o fator per capita e considerando-se apenas a produção total de riqueza desses países. Também não me parece que o Sulaiman em questão seja tão, mas tão influente no mundo a ponto de sua fortuna pessoal poder qualificá-lo como membro do Conselho de Segurança da ONU.

    Pelo que vi na Wikipedia, o cara é bilionário, não trilionário. Com isso o Daily Mirror também concorda, dizendo que sua Hydra Properties tem US$ 2 bi. Tudo bem que de qualquer maneira é grana jorrando pelo ladrão, mas são grandezas completamente diferentes, até mesmo em números de zeros e nomenclaturas, variando conforme o lugar do mundo. Nós, a exemplo da França e dos EUA, consideramos bilhão como mil milhões, enquanto Inglaterra, Espanha, Portugal e outros lugares considerariam como um milhão de milhões, ou o nosso trilhão. Porém, vale lembrar que a Inglaterra, de onde saiu a notinha sobre o Sulaiman, não usa mais oficialmente o termo “bilhão” para definir “milhão de milhões”, mas sim para os mesmos mil milhões que nós usamos. Assim sendo, segue a Espanha, Portugal e outros países a usarem “bilhão” para “milhão de milhões”. Aliás, usando o raciocínio de algo ser um milhão de algo menor, trilhão para quem usa a chamada escala longa seria “um milhão de bilhões”, que por sua vez seriam “um milhão de milhões” e uma quantidade de zeros tão grande que seria maior que o PIB mundial medido por esse sistema.
    Assim sendo, creio que se o Suleiman tirasse o saldo em um caixa eletrônico e visse US$ 1 trilhão, possivelmente falaria para o gerente que há algo errado na conta, até porque o investidor em questão tem doutorado em economia.

    Sem mais,

    André

  3. 3 Roberto Rodriguez
    Setembro 11, 2008 às 12:41 am

    Para opinar, ele, o do milhão de milhão de milhão pagaria uma espiga pelo Obina?

  4. 4 kadow Fabio
    Setembro 11, 2008 às 2:42 pm

    Caro Andre,

    Obrigado pela mensagem. O que o texto diz é que Sulaiman Al-Fahim representa uma fortuna de 1 trilhão, ja que não foi ele que comprou o time e sim um grupo árabe, formado por famílias riquíssimas (como a dele) e que aos poucos vai se desvendando. Porém será Sulaiman Al-Fahim que vai tocar os negócios.
    Estima-se, segundo a BBC, que esse grupo fatura até 500 mi de dólares para cada 1 dólar que sobe no preço do barril do petróleo…

    abs


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