Arquivado em: News | Etiquetas: Hockey Hall of Fame, Museu do Futebol, patrimônio, patrocínio
Ainda neste ano, a cidade de São Paulo vai ganhar o Museu do Futebol, que pode finalmente cobrir a carência de atrações turísticas ligadas ao principal esporte do Brasil. Até agora, apenas alguns clubes, como, por exemplo, Corinthians e Santos, se movimentaram e criaram espaços dignos de visitas e – por que não? – rentáveis.
Mas o Museu do Futebol, a ser erguido no Estádio do Pacaembu e orçado em mais de 25 milhões de reais, pode se tornar um ponto de encontro muito mais amplo, apto a receber não só brasileiros como também turistas internacionais. De olho no filão e na oportunidade de associar a marca a um dos maiores patrimônios do País, empresas como Banco Real, AmBev e Telefônica fecharam contratos de parceria – a obra também conta com o apoio da CBF e do Ministério da Cultura.
Em Toronto, o Hockey Hall of Fame faz parte do programa básico da maioria dos visitantes, mesmo dos não praticantes do esporte. Na cidade desde 1993 (foi criado em 1943, mas peregrinou por diversas cidades anteriormente), quando recebeu mais de 500 mil visitantes, muito além dos 300 mil esperados, o espaço é mantido e gerido por meio de Parcerias Público-Privadas (marketing esportivo e social), sem fins lucrativos. Muito do que é arrecadado também é investido em ações sociais.
O Hockey Hall of Fame, uma referência no gênero, teve uma primeira reforma em 1998 e a segunda só terminou em 2006, quando foram investidos mais de 12 milhões de dólares no acervo, que reúne peças históricas, exibições multimídia, jogos interativos e os troféus importantes. O valor do ingresso é de 13 dólares, mas o fã certamente ainda deixa mais alguns bons dólares na loja oficial, onde pode encontrar de tudo sobre os principais times e seleções.
“Aqui não é simplesmente um museu, é um espaço de entretenimento, que diverte e também tem como objetivo educar a população”, diz o vice-presidente de marketing, Peter Jagla. “Toda a nossa verba vem das entradas, merchandising, licenciamento, serviços de relacionamento, vendas de fotos e pesquisas.” Um bom exemplo a ser seguido pelos futuros administradores do Museu do Futebol brasileiro.
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