Muito se falou sobre a nova e chamativa camisa do Palmeiras. Não faltaram apelidos para modelo, que foi lançando para ser o número três, prática muito usada na Europa como ferramenta de marketing e vendas. O curioso é que o público brasileiro compra as camisas similares dos times de fora, mas quando o assunto é o seu clube do coração, parece existir uma resistência. Fomos ouvir a opinião de Luciano Kleiman, diretor de marketing da adidas, fornecedora do Palmeiras e de clubes como Milan e Chelsea.
O público brasileiro está preparado para ações de marketing como essa?
A proposta do 3º uniforme é justamente trazer inovação aos clubes que possuem grande tradição. A polêmica é natural, mas a aceitação foi boa e os estoques da nova camisa se esgotaram nas primeiras semanas de vendas (cada camisa custa 140 reais e só no dia do lançamento foram vendidas 1500). Alguns veículos de comunicação também realizaram enquetes e o índice de aprovação foi muito bom. A paixão pelo futebol é universal e isso que garante o enorme sucesso dessas ações de lançamento.
A adidas sente dificuldades em realizar ações desse tipo por aqui?
A experiência da adidas tem sido muito boa no sentido de inovar nos clubes que patrocina. Já temos como exemplo a escolha da terceira camisa do Palmeiras para a temporada passada, que ocorreu por meio de uma votação na Internet. No Fluminense fizemos um evento inovador, com uma homenagem aos campeões brasileiros de 1984 e até uma banda que tocou o hino do clube numa versão moderna.
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